domingo, julho 08, 2012

 

Avançar SIM; regredir NÃO!


Se dúvidas houvessem, as recentes intervenções de Vasco Cordeiro (tanto os discursos proferidos como a entrevista que se lhes seguiu) foram demonstração inequívoca das vantagens da Renovação: uma renovação autêntica, marcadamente geracional, facilmente identificada – quer no conteúdo das mensagens quer na forma – com o mensageiro que as transmitiu, e a dispensar cenários, figurantes e demais adereços.

Há estilos que marcaram uma época mas já estão ultrapassados. Podem até ainda ter alguma eficácia junto de uma franja do eleitorado, mormente o mais conservador e idoso, falta-lhes porém uma perspectiva de futuro; o encanto da irreverência; e, sobretudo, a tolerância para aceitação da crítica – e até da derrota – sem logo retaliar com a mesquinha “vingançazinha” ou fazendo uso de uma perversa dádiva ao ”vizinho do lado”, como quem diz: “já viste o que perdes por me contrariares?”. Muitos podem, por falta de idade ou memória, já não se lembrarem até de como antes era (de facto dezasseis anos são muito tempo), mas para estes a Madeira é um bom exemplo da aplicação do “old fashion style”, sendo também a mesma Madeira – e isso não é de somenos importância – um significativo figurino do que a falta de renovação provoca.

“Estilos” à parte, é o próprio momento actual o que mais recomenda a energia e determinação – bem expressas nas comunicações já referidas – que só a vitalidade de uma nova geração, ainda para mais já experiente, pode proporcionar: importa sim, em vez de acenar com a pedincha das “ajudas da república” (estou a lembrar-me do caso da RTP/A), saber exigir o cumprimento das prerrogativas já conquistadas pela (escassa) Autonomia entretanto conseguida. É que, com “amigos” como Cavaco, Coelho e Relvas – entre outros: que o digam João Jardim ou Mota Amaral – que não obstante as afinidades partidárias, foram, são e sempre serão, antes de tudo o mais, uns incorrigíveis centralistas, bem que os Açores podem esperar, sentadinhos, pelas “ajudas da república”. Até porque estes senhores insistem fingir desconhecer que, tal como nos ensina a história, foram (e são) sempre mais as ajudas idas dos Açores para Portugal do que as vindas em sentido contrário.

A.O. 08/07/2012; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)





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